O Professor David Warburton, um dos peritos líder mundial em células estaminais e medicina regenerativa, afirmou que a era da tecnologia de células estaminais está agora apenas a começar.
Os doentes que receberam transplantes de sangue do cordão umbilical revelaram sobrevivências sem doença semelhantes às obtidas utilizando células provenientes de uma medula óssea de um dador não relacionado, de acordo com a investigação noticiada na publicação Lancet Oncology.
“A natureza inflamatória desta doença praticamente cessou em todos os que receberam este transplante”, afirmou o neurologista Dr. Mark Freedman, um investigador principal em conjunto com o especialista de transplantes de medula óssea Dr. Harold Atkins. “Detesto usar a palavra começada por C... mas induzimos uma remissão de muito longa duração”.
Os investigadores acreditam que as células estaminais da medula óssea conseguem reduzir a inflamação das vias aéreas, que é a resposta normal do sistema imunitário aos casos graves de asma.
Identificaram-se em ratinhos dois tipos distintos de células sanguíneas auto-renováveis, o que vem complicar a visão mais simples que se tinha das categorias de células estaminais. Compreender como se comportam estes tipos diferentes de células estaminais pode ajudar os cientistas a compreender melhor e a tratar doenças do sangue.
Esta descoberta, publicada na revista científica Nature, foi um primeiro passo crítico para o desenvolvimento de terapias mais seguras e eficientes com células estaminais para pacientes com leucemia, mieloma múltiplo, anemia e um conjunto de outras doenças do sangue ou da medula óssea.
Num estudo publicado na revista Nature Medicine, a Dra. Colleen Delaney e colegas descreveram a primeira utilização de um método para expandir em grandes quantidades o número de células estaminais progenitoras de uma unidade de sangue do cordão umbilical (SCU) em laboratório, que foram então utilizadas par infundir em pacientes, o que resultou num enxerto rápido e bem sucedido.