Normalmente, os transplantes de medula óssea são a única opção para estas crianças, que podem falecer devido a falha de um órgão e morte prematura. Os transplantes de medula óssea podem ser difíceis de obter e os doadores são raros.
Dallas Hextell é uma criança que chora muito mas, ao contrário de outros da sua idade, este é o seu único meio de comunicação.
Quando ele coça a sua orelha, a pele sai. Se alguém o pega por baixo dos braços, os sovacos criam borbulhas.A doença também o afecta dentro do corpo. Quando vomita, soltamse porções do seu esófago. A pele sara, mas as feridas repetidas deixam-lhe cicatrizes que farão eventualmente com que os seus dedos se soldem. Com o tempo, se nada fizer parar a doença, ele sofrerá de uma forma agressiva de cancro da pele, e morrerá jovem.
Até agora, as células estaminais têm sido vistas como uma via promissora para o tratamento de doenças como a diabetes ou a doença de Parkinson, mas problemas respiratórios não têm sido contemplados devido à natureza altamente complexa do tecido pulmonar.
Os cientistas afirmam que o sangue - que é rico em células imunitárias reguladoras - consegue reiniciar o sistema imunitário das crianças, embora provavelmente o efeito não seja de longa duração, necessitando de mais estudos.
Os investigadores cultivaram estas células estaminais sobre tubos elásticos biodegradáveis para produzir novos vasos sanguineos em ratazanas pouco depois após terem extraído as células.
O estudo foi liderado pelo Dr. John Wagner, um especialista em transplantes dda Uneversidade do Minnesota, nos E.U.A. Ele descobriu que as células provenientes de sangue do cordão umbilical resultam tão bem como os transplantes da medula óssea no combate de uma forma mortal de leucemia infantil mas com menos efeitos secundários.
Os cientistas afirmam que conseguiram em primeiro lugar crescer grandes números de células estaminais e seguidamente direccionaram-nas para se assemelharesm a células produtoras de insulina
A terapia experimental eliminou a necessiade de injecções de insulina durante meses ou mesmo anos em 14 dos 15 pacientes nos quais a doença foi diagnosticada recentemente.
A equipa, liderada pelo Prof. Kyung-Sun Kang, da Universidade Nacional de Seul, publicou os seus resultados em Março na revista Biochemical and Biophysical Research Communications, onde anunciam que conseguiram diferenciar células estaminais a partir de células de sangue do cordão umbilical em células que excretam insulina.
O diagnóstico, depois de algumas análises, foi peremptório: leucemia linfoblástica aguda. Seguiram-se os tratamentos recomendados: quimioterapia, que após 4 semanas pareceu estar a resultar, pelo que o tratamento continuou durante mais dez meses.
O uso de células estaminais provenientes do cordão umbilical “abriria uma nova alternativa terapêutica para várias doenças, com a aplasia medular adquirida, os síndromas mielodisplásicos e as leucemias mielóide ou linfóide crónicas”